Concordas com a compensação que o governo dos Açores quer dar aos funcionários regionais pelo corte de salários determinado no Orçamento do Estado?

domingo, 12 de dezembro de 2010

Nobel da Economia: DESEMPREGO

Como se devem recordar, no passado dia 17 de Novembro, apresentei o meu trabalho de Economia, que tinha como tema central a problemática do desemprego. Se ainda se lembram, este foi o assunto da pesquisa feita pelos vencedores do Prémio Nobel da Economia deste ano, que tentaram perceber porque existe tanta gente sem emprego e, simultaneamente, são oferecidos postos de trabalho.
Deixo o link da reportagem da RTP1, do Programa "Linha da Frente" (uma vez que só pudemos ver um pouco).
Se tiverem oportunidade e curiosidade vejam, é bastante interessante!
Marta Raquel 
No dia 1 de Novembro de 2010, a Marta e a Iryna apresentaram um trabalho sobre o cresimento economico do Japão após a 2.ª Guerra Mundial. Ambas vestiram kimono e pintaram os lábios de vermelho, para se parecerem realmente com as mulheres Japonesas.
Com este trabalho ficámos a saber que:
 - Após a Segunda Guerra Mundial, o Japão encontrava-se completamente destruído;

- Devido ao apoio dos EUA (Plano Dodge) fizeram-se reformas agrárias, reestaurou-se o ensino, forneceram-se alimentos, construiram-se infra-estruturas, etc.;
- Numa  1ªfase - (Até à 2ª Guerra Mundial) o Japão concentrava a sua indústria na produção têxtil (sobretudo do algodão).
           2ª fase - (Após a 2º G.M.) a indústria do algodão foi ultrapassada pelas indústrias pesadas (aço, navios, máquinas, etc.), apostando muito na exportação.
               3ª fase - (Desde o final dos anos 60 até à actualidade), apostam na indústria mecânica e electrónica (automóveis, computadores, motociclos, máquinas fotográficas, etc.)

   4ª fase - (A partir de 1980) apostam nas indústrias da alta tecnologia, como nas biotecnologias, nos semicondutores, na informática, nas telecomunicações e na robótica.
- Em 1952, o Japão já tentava recuperar da guerra, continuando, mesmo assim, a ser um país muito pobre;
- Em 1950, a participação do Japão na Guerra da Coreia, como grande fornecedor de bens essenciais e de armamento, estimulou a actividade industrial;
- No final dos anos 50, o Japão já era o maior construtor naval do mundo;

Para além destes, também os Factores Internos, afirmaram o poderio económico, comercial e financeiro do Japão:
- O papel do Estado (proteccionista);
- Uma base industrial sólida e variada, orientada para os sectores de ponta;
- As características dos recursos Humanos (Baixa taxa de analfabetismo, quase 0%; Escolaridade obrigatória de 9 anos, mas 92% seguem os estudos, o que faz com que o país tenha a mão-de-obra melhor qualificada do mundo; Educação muito virada para o incentivo à flexibilidade e espírito competitivo, capaz de se adoptar a grandes mudanças; A formação profissional está a cargo das empresas.)

             Iryna e Marta Fernandes

António Barreto

Guião da peça de teatro:

Ana -O pão? Ai o pão Meu Deus, o que lhe vai acontecer?
Sofia -Cale-se mulher, o que foi agora? Todos os dias arranja um motivo novo para se queixar.
Ana -A menina diz isso porque não viveu no meu tempo… ai minha mãezinha do céu, onde vamos parar?
Sofia -Deixe-me dizer-lhe que o que havia no seu tempo de velha caduca, existe hoje de igual forma.
Ana -A quem é que a menina ousa chamar caduca? Caduca é a menina por nunca ter trabalhado nos campos, nos mares ou nas indústrias…o meu homem coitado, o meu homem e eu é que sabemos.
Vânia -Boa tarde minhas senhoras, não pude deixar de ouvir a vossa conversa. Cheguei há pouco tempo pela primeira vez a Portugal e gostava de saber como estão em termos económicos e sociais.
Ana -Quer mesmo saber nina? Olhe, nos anos 50 Portugal era um país muito atrasado, os portugueses eram todos tão pobrezinhos… eu e a minha família vivíamos em duas casinhas. Os meus irmãos mais velhos (um que tem a idade do meu homem e outro 80 e tal que já está com Nosso Senhor) dormiam lá no casal cheio de palha em cima de uns sacos e com umas mantitas. As raparigas dormiam numa cama muito pequena, umas duas à cabeceira e outras três aos pés, o resto dormia aos pés da camita dos meus pais.
Sofia -Cale-se mulher, vem para aqui falar da sua vida quando não foi nada disso que lhe foi pedido. E tu és outra burra que vens para aqui perguntar a uma velha destas o que era Portugal, com a idade que tem achas que se lembra? Parece impossível!
Vânia -O que me ensinaram na minha terra é que é nos mais velhos que está a experiência, da mesma forma que eles aprendem connosco, aprendemos com eles também. Antes de vir falar com esta senhora obviamente que me informei e soube que mais de metade da população trabalhava nos campos, nas aldeias e nas pequenas vilas, que os homens usavam poucas máquinas e não tinham regadio… (interrupção)
Sofia -Mas isso é porque eram antiquados, ora essa! Eram burros, usavam carros de bois e tractores, ceifavam o cereal à mão e cavavam a terra com enxadas. Não deviam ter mais que fazer.
Ana -Na minha herdade ceifávamos de sol a sol, almoçávamos pelas 10h coisa assim do género e só tínhamos uma hora, ao jantar é que tínhamos duas horitas. E enquanto os jovens hoje comem cereais ao lanche ou vão ali ao tasco comer um prego no pão e uma minizita pró bucho, a nossa merenda era um pão com queijo ou com azeitonas. Era complicado. (ar de tristeza)
Vânia -Sei também que nos anos 50 e 60 a população continuava a aumentar, muitas famílias foram obrigadas a mudar de vida devido à pobreza e…
Sofia -E as cidades cresceram por causa da mão-de-obra nas indústrias, o que fez vários homens abandonar o campo à procura de uma vida melhor. Mas julgam que também não sei, é?
Ana -Afinal não é tão burra quanto eu pensava menina, mas a verdade é que o crescimento industrial não foi suficiente o que fez com que muitos homens emigrassem para a Europa.
Os que ficaram produziam pouco e ganhavam mal comparado com os que partiram.
Sofia -Lembro-me perfeitamente de ouvir os meus pais lá em casa a falar da adesão de Portugal à EFTA, do aparecimento de várias marcas de carros, do desenvolvimento da indústria de celulose e de concentrado de tomate…
Vânia -Corrija-me se estiver errada, mas houve muitos homens a ir para novos empregos nas cidades devido ao crescimento das indústrias, outros estavam emigrados ou partiram para a guerra colonial. Estou certa?
Ana -Está certíssima menina, com isso desenvolveram-se os portos marítimos de Sines e de Viana do Castelo e as mulheres trabalhavam cada vez mais fora de casa precisamente porque não havia homens suficientes.
Sofia -Graças a Deus que se desenvolveram, agora é mais fácil para mim ir trabalhar para fora e mandar os meus produtos para fora e melhorar assim a economia interior.
Vânia - E em que é que isso lhe facilita a vida?
Sofia - À medida que a economia cresce a parte do emprego dedicada à agricultura diminui, dando-se assim o processo de terciarização da economia que resulta do aparecimento de serviços auxiliares à indústria como os transportes, bancos e seguros.
Ana - Mas em que é que a menina trabalha afinal? Estou curiosa…
Sofia - Gestão de empresas. Sabe que para as empresas crescerem é necessário recorrer à fusão de empresas, através da atribuição de acções ou cotas aos sócios ou de transferência de património de uma empresa para a outra. Isto leva à concentração do capital e à redução da concorrência no mercado, tal como dos custos de produção.
Vânia - Sabe que em Portugal tem se dado recentemente a desindustrialização?
Sofia -Ninguém melhor do que eu sabe isso.
Vânia – Muitas empresas industriais passaram a subcontratar serviços que antes produziam internamente e estes deixaram de ser contabilizados como actividades industriais. A importância crescente dos serviços é explicada pelas alterações que têm vindo a ocorrer nas preferências dos consumidores…
Sofia - …claramente como o lazer, a educação, o turismo e a saúde.
Vânia – Como ia a dizer, e na organização de empresas.
Ana – Ah, já percebi. Então isso quer dizer que tem levado a um crescimento mais intenso da procura de serviços, meninas?! Só tenho uma dúvida, agora que tenho uma televisãozita em casa, oiço falar muito dos tics, que tics são esses?
Sofia – Não são tics nenhuns, são as TIC!
Vânia – Eu explico, as TIC são as tecnologias de informação e comunicação. Entrámos numa economia em que os pilares centrais são a informação e o
conhecimento, os serviços serão cada vez mais, um factor estruturante do desenvolvimento sustentável.


Biografia de António Barreto:
  • Nasceu no Porto, a 30 de Outubro de 1942;
  • Cientista social e cronista português;
  • Licenciado em Sociologia e em Direito;
  • Temas da sua investigação: emigração, socialismo e reforma agrária, evolução da sociedade portuguesa, indicadores sociais, justiça, regionalização, Estado e Administração Pública, Estado Providência, comportamentos políticos, retrato da região de Entre Douro e Minho;
  • Bibliografia: "Capitalismo e Emigração em Portugal", "Independência para o Socialismo", "Tempo de Mudança", "Sem emenda", "Regionalização: sim ou não", "Crises da justiça? A justiça em crise", "Tempo de incerteza", Globalização e migrações".

Análise de gráficos: (página 25 do manual)
  • Em 1990, o sector primário era aquele que possuía maior número de empregados, cerca de 62%, porém, em 2000 era já o sector terciário que possuía maior número de empregados, cerca de 50%. O número de empregados desceu de cerca de 62% para 10% num período de 100 anos. Pelo contrário, o número de empregados nos sectores secundário e terciário aumentou bastante.7
  • Em 1953, o PIB era composto por cerca de 28% do sector primário, 33% do sector secundário e 39% do sector terciário. Em 1993, o PIB já era composto por cerca de 60% do sector terciário, enquanto que o sector primário cerca de 5%.


Ana Garcias, Sofia Rodrigues, Vânia Betina

sábado, 11 de dezembro de 2010

Portugal é o terceiro país da UE com mais precários



"De acordo com os números avançados pelo Eurostat, Portugal tem 22% da população empregada contratada a prazo, sendo apenas ultrapassado pela Polónia (26,5%) e por Espanha (25,4%).
A taxa de emprego nos países da UE caiu em 2009 dos 65,9% observados em 2008.
O relatório analisa ainda para cada país a percentagem de trabalhadores a 'part-time' (tempo parcial) existente no respectivo mercado de trabalho.
Em Portugal, essa percentagem é de 8,4%, um valor bastante abaixo da média da UE (18,1%) e da zona euro (19,5%).
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o trabalho precário caracteriza-se por uma combinação de diferentes factores, entre os quais, "uma duração limitada ou uma elevada probabilidade de o trabalhador perder o emprego"."

Fonte: Jornal Económico
Sofia Rodrigues

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Governo aprova resolução que proíbe excepções aos cortes salariais

O Conselho de Ministros aprova hoje uma resolução que impõe para toda a administração pública os cortes salariais estabelecidos no Orçamento para 2011, definindo a "impossibilidade" de qualquer tipo de excepção.
Após a aprovação do OE 2011, instalou-se a polémica sobre a hipótese de haver excepções nas empresas do Estado e nos Açores, em relação à norma que reduz os salários da função pública em cerca de 5%.

Marta Raquel

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

economia de Natal alternativa

"A economia cá de casa" 
É assim que se chama o blog de que ouvi falar e onde podemos encontrar entre outras coisas, receitas e ideias originais para prendas de natal, que como sabemos, nos obrigam a esticar um pouco os nossos euros. 
Bem menos agressivas para com a nossa carteira são as sugestões que aqui se encontram.
Vale a pena espreitar!

http://economiacadecasa.blogspot.com/ 

Margarida Correia

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

 Autor: Carlos Seco

" (...) Fernando Carvalho, presidente da Câmara Municipal da Lousã, referiu ao Trevim que a REFER "já deu ordens explícitas aos consórcios para a suspensão da obra, na intervenção Serpins - Miranda do Corvo e Miranda do Corvo -Alto S. João". (...)"

"O actual contexto de restrição e poupança leva as autarquias a medidas excepcionais de contenção da despesa e à semelhança de outros municípios, este ano, a Lousã não vai realizar a tradicional iluminação de Natal das ruas, uma decisão já tomada há algum tempo e que reflecte a preocupação com a situação económica dos municípios. (...)"

Fonte: Trevim
Sofia Rodrigues

A DIFERENÇA ENTRE DÍVIDA PÚBLICA E DÉFICE

Dívida Pública é a dívida contraída pelo governo com o objetivo de financiar gastos não cobertos com a arrecadação de impostos.



Défice ou deficit é um termo da contabilidade de origem latina, que se caracteriza por um saldo negativo. Num orçamento, o saldo negativo ocorre quando os gastos ou despesas superam os ganhos ou receitas (basicamente oriundas da arrecadação de tributos). Se o saldo é negativo, o orçamento é chamado deficitário.

Marta Fernandes